O sentido da vida : A música do Universo

O sentido da vida

"O tempo vai explicar tudo. Ele é um conversador, e não necessita de questionamento antes que ele fale." (Eurípedes)
"O período de maior ganho em conhecimento e experiência, é o período mais difícil da vida de alguém." (Dalai Lama)

Durante muitos anos fiquei me perguntando qual o sentido de tudo. O que fazia as pessoas levantarem da cama todo o santo dia e repetirem exatamente o que tinham feito no anterior? Levantar, escovar os dentes, trocar de roupa, tomar café e sair para o trabalho. Esta visão da vida que eu tinha na minha infância, estendeu-se à adolescência e acompanhou-me por uma boa parte da vida adulta. E meu pessimismo e tédio só foi crescendo. Na minha visão, olhando todas as pessoas em volta, imaginando suas rotinas comuns, eu só conseguia pensar 'Claro, não é só isso, tudo o mais é pior'.

Vive-se surfando em águas agitadas. Nossa meta é a felicidade, sem nunca consegui-la plenamente, ou pelo menos assim sentimos. E, no final, a morte. Não importa quanto sofrimento você passe, é o que aguarda qualquer ser neste mundo. Não há pódios, medalhas, nem mesmo um 'parabéns, você conseguiu', porque afinal parece que passamos a vida correndo para uma única e mesma linha de chegada... a inevitável morte!

Sabe aqueles papos, aquela conversa fiada, aquele nhenhenhe tipo 'Tive uma vida boa, vou-me em paz'. Paz?! O que isso significa? Acabou budy, você é carta fora do baralho, byebye, arrivederci... E logo você se torna uma mera lembrança na vida de uns poucos... quando não, vira é nada. Enterrado, esquecido, um passado que não passará à história, suas coisas pessoais senão tiverem valor, ao contrário de você, não terão tempo de envelhecer, muito menos de mofar. É preciso desocupar o espaço, vender os bens, tudo o mais será tratado como tralhas, doadas ou jogadas no lixo. Lixo! Era assim que eu via meu futuro, um lixo enterrado, mofando, virando... Do pó para o pó!

É isto também que você pensa? Que a vida é uma farsa? 
Adivinhe!... Eu estava errada, você está errado. Pela ordem natural das coisas, da vida, vivi já um pouco mais da metade da minha. Como todo o mundo tive minha cota de experiência, testemunhei e escutei muitas histórias e todas elas foram importantes na minha vida. Aprendi a dar valor a todas as pessoas, incondicionalmente. A duras penas. Aprendi o valor agregado do conhecimento, da informação. Quando escuto a notícia da morte de alguém, mesmo não tendo conhecido a pessoa, presto-lhe minha homenagem silenciosa. Aquela pessoa certamente tocou a vida de alguém, positiva ou negativamente, mas não deixou de, em último caso, ajudar alguma alma a escolher um caminho saudável. Certo?

E eis-me hoje fazendo as pazes com a nossa arqui-inimiga morte.
É bom olhar para trás e pensar que houve momentos em que escolhi uns caminhos ruins, tive minha cota de erros, sofri com eles, mas aprendi muito e acabei dando bons exemplos, umas  poucas mensagens aprendidas e repassadas. 

Tenho uma vida boa, estou em paz.

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