De bem com os branquinhos : A música do Universo

De bem com os branquinhos

"Nunca tente ser outra pessoa, você deve ser criativo e entender a si mesmo." (Carmen Dell'Orefice)


Carmen Dell'Orefice, atriz e modelo      
  legendária norte-americana, que vive 
nas passarelas à quase 70 anos.       
Tem quem os exiba esvoaçantes, curtinhos, em cortes estilosos ou à la vonté. Never mind! Recentemente, saiu por aí uma imagem de Gisele Bundchen com a cabeça toda branca, e a manchete - pasmem -  "Gisele Bundchen pinta os cabelos de branco para parecer mais velha". Sinceramente, acho que a justificativa foi uma tremenda brincadeira, quem sabe, da própria Gisele, um traço de sua personalidade.

Os cabelos grisalhos, palavra que tem sua origem no francês, gris, que significa cinza, podem ser o terror de muitos, já para outros, passa batido, sequer pensam no assunto. Em termos práticos, trata-se de um fenômeno natural, que pode acontecer em qualquer idade, já que o fator hereditário será determinante no tempo e na quantidade de fios brancos, podendo até surgir na adolescência. O normal, dizem os especialistas, é por volta dos trinta anos, quando os melanócitos, células que têm a tarefa de produzir a melanina, pigmento que dá a cor à pele e ao cabelo, vão parando de funcionar.


A polêmica acaba caindo na mesmice. 
Usar ou não usar? O termo certo talvez seja, assumir. A escolha é individual e, para alguns, pode ser dramática. Não acredito em modismos, tendências ou o que quer que seja. Trata-se de um estilo de vida, que apenas reflete a personalidade da pessoa, o momento. Claro que, como tudo, na nossa sociedade, são as poeirinhas em forma de opiniões, críticas, fofocas. “Nossa, você viu fulana? E aquele cabelo, com as raízes brancas? Eu teria vergonha. Que desmanzelo!" Tem ainda as piadinhas com ar de troça e os sorrisinhos dissimulados. A verdade é que até para cabelos brancos, existem regras sociais pré estabelecidas, cuja ordem é esconder as mal faladas melenas. Para os apavorados, vale tudo no processo, até arrancar na unha. 

Anne Kreamer, autora do livro 'Going gray',
descobriu um dia que tinha a história mal
resolvida e partiu para se descobrir,
enfrentando e assumindo os brancos.
Mas afinal o que é que pega na história? O problema está num outro assunto tão velho quanto este, a aceitação da idade, do processo de envelhecimento... Bom, mas isso é assunto para outro dia, outro post.

Em termos práticos, para quem decide jogar a toalha, e assumir de uma vez os brancos, precisa escolher o método. Ou pinta de uma vez, e opta por algo fashion, entrando no embalo da moda, ou faz como a escritora Anne Kreamer, e encara um longo processo, acompanhando o branqueamento gradual e natural. 

O processo é diferente para loiras e morenas. Cabelos escuros exigem muito mais coragem tanto no procedimento artificial de pintura, como o natural, já que o contraste das cores é enorme, e pode tornar a feição mais pesada, assim idas ao cabeleireiro são essenciais, para não deixar a peteca cair. Algumas brunettes disfarçam os fios brancos, com luzes loiras, e surgem maravilhosas. Talvez venha daí o papo hilário de que mulher não fica velha, fica loira. Logo, as morenas que me desculpem, mas as loiras continuam se divertindo mais. 

Até lá, vamos seguir, cada um com seus branquinhos, ou rosinhas, vermelhos, amarelos, roxinhos, verdes... Em tempos que correm, para os assustados, perdidos, envergonhados, preocupados com a fofoquice em volta, e a insegurança de não achar jeito, nem tom para as melenas, um pitaco básico: faça uma breve pesquisa, recorte imagens nas revistas, busque inspiração, tons e cores, ou siga a moda dos coloridos,  mas, sobretudo, invista num bom profissional de cabelos e de estilo. Aproveite para dar um up, se ofereça um mimo, ou muitos, deixe todos de boca aberta e se mordendo de inveja, se isto for importante. Inspire-se na turminha bem resolvida, humorada, criativa, de bem com o mundo e consigo mesmo, feliz em poder expressar a sua join de vivre, com qualquer cor. Seja de que jeito for, relaxe e goze.

- De quebra, leia o livro, da escritora Anne Kreamer e surpreenda-se com sua experiência e descobertas (Going gray no original).



- Se depois dessa, ainda restar alguma insegurança, faça o teste da vaidade, para ajudar a identificar seus grilos.
- E então, decidida a assumir, ou adotar o estilo? Veja a receita de quem entende e...
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