Pensata musical - Lutando contra a preguiça (2) : A música do Universo

Pensata musical - Lutando contra a preguiça (2)

"Sem a nossa imaginação seríamos simples mortais." (Dr. Lecter, em o Dragão vermelho)  (http://ummomentonoespaco.blogspot.com.br/2013/05/passos-e-pensamentos-lutando-contra.html)
Seguindo com minha luta contra a preguiça.
Quando eu penso que a coisa está melhorando, lá estou eu medindo forças com a dita cuja, puxando-me, empurrando, obrigando-me a seguir com a caminhada, a terminar o circuito. Pormenor: seguindo a trilha mais longa, porque até nesta simples, porém, árdua ação, há tentações, desvios, descaminhos. O que me levou às já costumeiras reflexões.

Será que só eu noto que as coisas, das mais simples às mais complexas, neste nosso mundo, tão carregado de mistérios, parecem ter uma matriz comum? Quero dizer, não importa o que nem a forma como se pensa e faz, qualquer coisa, e muito menos o mérito, estranhamente sinto que parecem existir coligações mentais tão ínfimas em camadas tão profundas da mente, que, de alguma forma, usando campos de energia, talvez, essas conexões se entrelaçam e replicam em pensamentos, idéias, projetos e, desta forma pessoas que nunca se cruzaram, no momento e lugar oportunos, terão relevância na vida de um e outro, ou outros.

Sei lá! Pensem comigo...
Estou lá eu na minha caminhada suada, recorrendo a truques elementares para botar a preguiça para escanteio, como alargar o passo nas retas, acelerar nas descidas e então dar uma boa freada na subida, fazendo um joguinho com a respiração para recuperar a velocidade na próxima reta, quando vislumbro um ritmo conhecido.

Subir, descer, seguir reto, longas retas, semi-retas, viradas, desvios e então a alegria da vitória... Siga o passo, sinta o compasso, perceba o andamento contando o tempo... Pense no sinuoso movimento das ondas, fortes, imensas, suaves, calmas, quase ausentes... No círculo das estações, primavera, verão, outono e inverno e a implicação desse ritmo na natureza. Lembre o movimento dos ventos, a oscilação das temperaturas, o ciclo das chuvas... Tudo se entrelaçando, veja o bater das asas de uma borboleta.

Percebe a pulsão e a pulsação da vida? Apenas sinta! A sua vida entrelaçando-se com a de outros, as implicações de grandes e pequenos acontecimentos a nível pessoal, familiar... ... global!

Sinta a sintonia... Escute a sinfonia.
Perceba a suavidade de um adágio, às vezes terno, outras patético, siga o ritmo... levemente acelerado... O adagietto... agora o andante, apressado, mas elegante, amável, mais ligeiro, gostoso... compassado...

Pense numa imagem, encarne um personagem...
Um alegre sambista?... Uma bailarina?... Uma ginga animada e convidativa, um ousado rodopio... Hum! Talvez uma elegante valsa... Ah! Você é mais de tango, orgulhoso, desafiante... Tem para todo o gosto, para todo o pé, todo o ritmo. Vá no sentimento, ou no pensamento, no coração ou na razão, una os dois, siga ou mude o ritmo. Cada um tem seu jeito de sentir e encarar a vida. Não importa! A matriz é única, mesmo para quem arrasta o passo, para quem finge, dribla, engana ou segue, metódico, fiel, o compasso. É a lei da vida arrebatando a alma.

Em tudo há uma harmonia de ritmos... Na ordem! No caos!
Danças isoladas, salões tumultuados, oportunas reviravoltas, uma escorregada desengonçada, um tombo estrondoso. Depois, o retorno! Talvez cambaleante, inseguro, os passos trocados, mas o ritmo lentamente recuperado.

Ciclos se repetindo, uma só nota, um tom.
Dá para sentir os sinais, a tensão, o doce e o amargo da vida, o auge de toda a emoção, que pode chegar com a ginga. Saltitante, apressada, impaciente, e, logo, novamente, a repetição de ritmos. De novo a suavidade, ou a balada triste, e sempre, sempre um alegre minueto nos devolvendo a esperança, a paixão, a vida! O alegre arrebate, o canto entusiasmado. A ode à alegria, o agradecimento, a sinfonia vibrante, poderosa, retumbante.

O divino ciclo da vida!
Vida que segue, acontece e anda, para o Universo, o mundo. No céu, na terra, e para a alma solitária e ou triste, que não se curva aos duros golpes do destino, que persiste, no seu ritmo, na sua escala, de emoções, mas sempre tentando acertar o passo na dança da vida, essa mesma melodia que todos tocam, que todos dançam. Sons que ecoam pelo tempo e espaço, revelando um Universo poderoso, coeso, assustador, dominante, e, ainda assim, acolhedor, protetor... Um grande pai? Um deus? Um espaço ocupado e sustentado por trilhões, quatrilhões, hum milhão de quatrilhões... de almas em tantas formas...

Astros, estrelas, luzes celestiais, seres!
Uma turminha do barulho, zelando pela consciência universal, que todos temos guardada em nós, entidades que nos espreitam, que por nós zelam, rogam e resguardam do mal. Nos visitam nos sonhos, em mil formas, assoprando avisos que viajam pelo ar, e pelo nosso corpo, em mil sensações. Conspiram para nos ajudar a realizar desejos, nos abraçam e acompanham na tristeza, no infortúnio, na solidão, nos entendem mais e melhor que nós mesmos. Nos amam incondicionalmente, na certeza de que somos uma grande família, sonhando os mesmos sonhos, dividindo o mesmo lar.



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